Programação

Na noite de sábado, dia 17 de abril, o rapper Dudu de Morro Agudo dará as boas vindas aos participantes da oitava edição do Festival Caleidoscópio. Durante a live, que será exibida aqui no site do festival, mas também nas principais redes sociais do Instituto Enraizados, DMA falará sobre cada uma das atividades, sobre as(os) participantes e sobre a ideia que move esta edição do festival, a ideia de representatividade.

Dudu de Morro Agudo

Dudu de Morro Agudo é rapper, fundador do Instituto Enraizados, escritor, mestre e doutorando em Educação pela Universidade Federal Fluminense.

Frequentemente percebemos que mulheres hiper talentosas desaparecem na cena artística, quando buscamos contato identificamos que muitas estão passando pela difícil transição de conciliar (e entender) o novo momento de ter se tornado mãe, contudo o assunto é muito mais amplo e complexo, visto que a transformação do tornar-se mãe já é algo extremamente transformador e desafiador, mas muitas dessas mulheres enfrentam esse novo desafio sozinhas, o que chamamos hoje de “mãe solo”.

Tentando visibilizar esse tema, tratando de questões relevantes para o universo feminino, como trabalho, carreira, feminismo e sonhos, convidamos Yvie e Naitha, sob mediação de Lisa Castro, para bater um papo sobre sobre “Maternidade e Arte Independente”.

Naithá
(Produtora cultural, empreendedora, artista e MÃE)

Tem 24 anos, mãe de 2 crianças, é artista, produtora cultural e empreendedora. Fundou o projeto “Breart” e faz parte da organização da “Roda da Via”, lançou 5 músicas no último ano, “Flow Anitta”, “Pussy Money”, “Por Onde For” com JLZ, “Pouco Espaço” e seu último lançamento “Preta da Baixada” visando representatividade para mulheres negras da região e contando sua trajetória de vida. Além de ter sua loja on-line @modadavia.

Yvie Oliveira
(Produtora executiva, artística e MÃE)

Atua na produção cultural desde 2011, quando realizou seu primeiro evento na Baixada Fluminense. Colaborou como produtora nos coletivos “Brul Broken Beats” e “Oficina das Minas”, atualmente é produtora do “Brasil Grime Show” onde desenvolve projetos como o “Sonora”, produção de EPs como “Sabe quem tá de volta?”, “Wold Dini War”, “DEATH DROP”, entre outros trabalhos.

Lisa Castro

É MC/Rapper, poetisa, contista, compositora, escritora, beatmaker, articuladora cultural, apresentadora e produtora do Sarau Poetas Compulsivos (Instituto Enraizados).
Participou do primeiro SLAM (batalha de poesia) do Rock in Rio no Palco Favela, foi vencedora de três edições do SLAM Tagarelas, vencedora dos SLAMs Ágora e Memórias das Resistência, finalista do SLAM Jovelina (Arena Carioca Jovelina Pérola Negra), representantes carioca no FLUPP SLAM BNDES.
Integra os coletivos de poesia: Fulanas de Tal, Poetas Compulsivos e Catando Contos.
Participou dos documentários: RAP DE SAIA E MÃES DO HIP HOP.
Dois discos lançados: “O sorriso de ManaLisa” e “Em negrito”.

A ideia desta Master Class é conversar sobre as diversas facetas de como o crime de racismo migra do presencial para o mundo virtual.

Infelizmente é comum vermos ataques racistas contra personalidades negras como Maju Coutinho, Ludmila, Orlando Silva e tantos outros, mostrando que a sociedade brasileira carrega essa herança racista. Contudo, não são somente as personalidades negras que sofrem esses ataques, pessoas ditas comuns, cidadãos e cidadãs negros e negras, estudantes e trabalhadores, são bombardeados diariamente com esse tipo de ataque, onde o agressor se escora no suposto anonimato que a internet oferece.

Mas o problema do Racismo na Internet é muito mais complexo e amplo do que esses ataques citados acima. E quando o algoritmo tem tendências racistas e priorizam o rosto de pessoas brancas ao de pessoas negras?
Foi justamente o que o programador Tony Arcieri percebeu ao fazer uma série de testes em seu perfil no twitter, compartilhando montagens que juntavam os rostos do senador Mitch McConnel e do ex-presidente Barack Obama. O sistema sempre priorizava o rosto branco de Mitch.

É afim de debater sobre esses temas que nós convidamos Duda Vieira e Sil Bahia, sob mediação de Dudu de Morro Agudo.

Duda Vieira
Eduarda é gerente do Nós, hub focado em diversidade, do estúdio de criação Play9, dos sócios Felipe Neto, João Pedro Paes Leme e Marcus Vinícius Freire.
Em sua atuação no hub, lidera os canais de Youtube do professor Silvio Almeida, do comunicador Ad Junior e o conteúdo do Instagram do ator Jonathan Azevedo, além de outros projetos focados em impacto e responsabilidade social. É formada em Jornalismo pela FACHA, com especialização em Gestão de Projetos pela FGV-RIO e pós-graduanda em Direitos Humanos, Responsabilidade Social e Cidadania Global pela PUCRS.

Sil Bahia
Silvana Bahia é co-diretora executiva do Olabi, coordenadora da PretaLab – iniciativa de estímulo às mulheres negras nas tecnologias e inovação. Mestre em cultura e territorialidades pela UFF e pesquisadora associada do Grupo de Arte e Inteligência Artificial da USP e do Grupo de pesquisa em Políticas e Economia da Informação e Comunicação da UFRJ.

Dudu de Morro Agudo

Rapper, fundador do Instituto Enraizados, escritor, graduado em Sistema de Informação, mestre e doutorando em Educação pela Universidade Federal Fluminense.

A ideia central dessa Master Class é conversar sobre o cotidiano trans (o termo trans é utilizado para se referir a uma pessoa que não se identifica com o gênero ao qual foi designado em seu nascimento), abordando temas ligados à diversidade a fim de colaborar na luta contra uma série de atitudes, sentimentos e ações preconceituosas e discriminatórias contra pessoas trans e colocar em voga a pluralidade de suas vivências.

Para este bate papo convidamos Quitta Pinheiro e Thiago Peniche, sob mediação de Valentine.

Quitta Pinheiro

24 anos, oriunda da Baixada Fluminense – Nova Iguaçu, moradora do Complexo da Maré.
Performer, fotógrafa, produtora cultural, comunicadora e ativista no movimento LGBTI+.

Fotógrafa por 4 anos do Cineclube Buraco do Getúlio, ex-aluna da Escola Livre de Cinema de Nova Iguaçu, realizadora por 1 ano no Canal Plá, fundadora e coordenadora do grupo Baphos Periféricos, coordenadora do Projeto/Festival Transarte em 2018, Comunicadora no Galpão Bela Maré de 2017 a 2019, Social Media do Observatório de Favelas de Janeiro a Dezembro de 2019 e atualmente Assessora de Comunicação da Secretaria Especial de Políticas e Promoção da Mulher da cidade do Rio de Janeiro.

Thiago Peniche

Homem trans, criador de conteúdo sobre transgeneridade e bissexualidade. Professor de Inglês e Jornalista. Fundador do projeto social Curso Es(trans)geiros,

Valentine)

Valentine é escritora, poeta, cantora, atriz, e slammer. Se tornou destaque na cena do SLAM carioca em 2019.
Foi a primeira mulher trans slammer do RJ, e foi também a primeira mulher trans a representar o RJ em um Slam Nacional, que foi no Flup Slam Nacional 2019, onde foi vice-campeã da competição. Participou da Batalha do Slam no Rock In Rio 2019 que ocorreu no palco do Espaço Favela. Em 2020 a Mídia Ninja postou um vídeo de uma performance poética surpresa feita pela artista em seus festival na Nava Coletiva em São Paulo, e o vídeo obteve mais de 120 mil visualizações no instagram. Participou de diversas lives durante a pandemia e inclusive de algumas lives da cantora Teresa Cristina no instagram, onde recitou algumas de suas poesias. E lançou seu livreto digital “MALDITA” e seu livro digital “Águas Minhas”, ambos de poemas e poesias.

O rap é um dos elementos da cultura hip hop, uma cultura que nasce em Nova Iorque e se espalha pelo mundo. Em 83, quando chega ao Brasil, é aderido fortemente pela juventude de periferia. Primeiramente o break, mas logo depois o rap cai no gosto da juventude e logo ganha um jeito todo brasileiro de ser feito. Ao longo desses 38 anos, o rap já passou por diversas transformações, e é sobre isso que queremos falar nessa Master Class.

Por isso convidamos três pessoas que estão há tempos fazendo rap, e o fazem ainda hoje, e viram esse processo de mudança por dentro. Estamos falando de Edd Wheeler, Léo da XIII e Kall Gomes, que será o mediador desse rolê.

Léo da XIII

É rapper e produtor musical desde 2003, possuí um flow raro e único em suas performances, tá sempre atualizado nas mudanças do mercado musical por isso nunca fica pra trás em suas inovações, já foi campeão mundial de hip hop em Miami, nos Estados Unidos, e hoje se destaca nos vagões dos transportes públicos, levando alegria e energia positiva para o público. Da XIII também tem diversos álbuns em sua discografia, sua obra mais recente se chama “Sem Medo de Acordar e Encarar a Realidade”.

Edd Wheeler

Integrante do primeiro grupo de rap feminino no RJ a ter um trabalho fonográfico, Edd Wheeler trilhou um caminho de respeito com o “Damas do Rap”, que surgiu nos anos 90 nos bailes charmes do subúrbio do Rio de Janeiro. Ainda na ativa, Edd prepara seu EP que mantém letras contundentes, perspectiva positiva e relatos do cotidiano, buscando a conscientização através da música e a valorização das mulheres.

Kall FBX

Quando ainda era um adolescente, no fim do ano de 1995, fundou o grupo Fator Baixada (um dos primeiros grupos de rap da Baixada Fluminense ) com mais dois amigos (Jack e Ricardinho DJ). Uns anos depois do “fim” do grupo, voltou em carreira solo, gravando, se apresentando, produzindo eventos de Black Music e apresentando eventos. Convidado pra uma participação e produção do primeiro clipe da gravadora, uniu-se à KZrão records (selo independente ) onde foi artista, articulador, produtor e diretor até o ano de 2020.
Entre idas e vindas, Kall gravou e participou de coletâneas com diversos MCs de Rio de Janeiro, Brasília, Paraíba, Espírito Santo, Minas Gerais e São Paulo.

O nosso festival será semi-presencial, o que significa que algumas pessoas poderão circular pelo Quilombo Enraizados nos dia 07, 08 e 09 de maio, entre 10 e 17 horas, para ver a exposição de arte, comprar coisinhas legais na nossa Feira Criativa, observar o painel de graffiti que será produzido ao vivo, fazer umas selfies nos novos painéis grafitados do  Quilombo e colaborar na campanha “Quem Planta, muda!”.

Quem quiser entrar no Quilombo Enraizados para experimentar essa atmosfera, deverá levar um quilo de alimento não perecível, os alimentos arrecadados serão doados para o abrigo Casa de Dona Eunice, e para famílias de Morro Agudo em vulnerabilidade social. Quem estiver de longe e quiser colaborar com recursos financeiros, poderá enviar um pix para o Instituto Enraizados pelo código (24.174.754/0001-26) que é o CNPJ da Instituição.

Todas as pessoas que entrarem no Quilombo Enraizados poderão adotar uma muda de árvore nativa da Mata Atlântica durante um mês e no dia 05 de junho, subir conosco a Serra do Vulcão, para ajudar no reflorestamento do local, junto com componentes do Instituto EAE.

Haverá um controle na entrada, onde tomaremos todos os cuidados para evitar a contaminação com a COVID-19. O número de pessoas que circulará pelo Quilombo Enraizados será limitado. 

Veja abaixo a descrição de cada atividade.

Feira Criativa

A feira criativa será comandada pelo Brechó Antimoda, que colocará em exposição peças garimpadas especialmente para o público do Festival Caleidoscópio, a preços super acessíveis, pra todo mundo sair com pelo menos uma peça.

Campanha: “Quem Planta, muda!”

O Instituto Enraizados, em parceria com o Instituto EAE irá realizar a campanha “Quem Planta, muda!”, que são duas campanhas em uma.

Todas as pessoas que forem no Festival Caleidoscópio e levarem um quilo de alimento não perecível poderão levar uma muda de árvore para casa. Os alimentos arrecadados serão doados para o Lar Dona Eunice, no KM34, em Nova Iguaçu, instituição que cuida de crianças e adolescente. As pessoas que levarem as mudas, poderão cuidar delas por um mês, e no dia 05 de junho, dia Mundial do Meio Ambiente, se assim desejarem, poderão subir a Serra de Madureira, em Nova Iguaçu, para participar do reflorestamento, atividade coordenada pelo Instituto EAE.

Exposição

A  exposição será organizada pelo Instituto Enraizados, onde uma série de artistas foram convidados para expor suas obras para o público. No ano de 2019 a exposição ocupou a loja da Nextel em Nova Iguaçu, com a obra de cinco grafiteiros negros da Baixada Fluminense. Desta vez as obras de arte serão expostas no Quilombo Enraizados, e serão, além de telas, obras audiovisuais, instalações, fotografias, artes efêmeras e muito mais. Será uma verdadeira experiência sensorial que contará com as obras de IGo, Átomo, FML, Imperatriz, Moonjay, Tomas, Dudu de Morro Agudo, FML, Ops, Oxy, KWES, Suzy Brasil, etc.

Painel de Graffiti

Durante o festival, os grafiteiros FML, Ops, Suzy Brasil, Bruna e KWES produzirão um mural grafitado de 21 metros quadrados dentro do Quilombo Enraizados, cujo o tema será afrofuturismo.

Nos dias 28, 29 e 30 de maio, Dudu de Morro Agudo apresentará o Programa Caleidoscópio, com uma programação repleta de atividades como batalha de MCs, shows, sarau de poesias, set de DJs, entre outras apresentações que serão transmitidas aqui no nosso site.

Em breve o line up. 

Live de Abertura

Clipping de edições anteriores

Site da Baixada: Festival Caleidoscópio traz atividades online em intercâmbio com o britânico Mohammed Yahya

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